OSTEOSYNT ainda tem outra característica tão importante quanto sua composição: sua estrutura arquitetônica especialíssima, ou o arcabouço onde são depositadas as células que vão se transformar em células ósseas em uma segunda etapa. Após o reconhecimento da estrutura propícia para o desenvolvimento dos osteoblastos (células-mãe do tecido ósseo), o organismo imediatamente começa a reproduzir e reconstituir a ossatura naquele ponto.
No decorrer do processo de neo-formação óssea essa estrutura vai se transformando em novo tecido ósseo, em seguida ao processo natural de reposição das células velhas por outras mais novas. Como acontece com todo organismo vivo, o OSTEOSYNT passa a ser substituído naturalmente na remodelação óssea.
Não há nenhum milagre. O que ocorre é uma simples indução do organismo para que ele próprio (condição inerente a todos os seres vivos), após perceber que há um arcabouço estável para o desenvolvimento de suas funções vitais, passe a preencher seus vazios com a parte que faltava (orgânica) à sua estrutura inorgânica, em um processo contínuo e natural de remodelação.
Este é apenas o processo evolutivo da VIDA. OSTEOSYNT propicia a base para que tudo aconteça.
Pergunte ao seu médico. Ele está preparado para esclarecer suas dúvidas.
PRINCÍPIOS ORGÂNICOS DO COMPLEXO MORFOGENÉTICO
ÓSSEO NO PROCESSO DE RECONSTRUÇÃO ÓSSEA
Para um procedimento de reconstrução óssea (neoformação óssea) são necessários elementos essenciais, que atuam simultaneamente em cada uma das fases e que, quando associados, interagem com o organismo para promover a irrigação sanguínea (angiogênese), sem a qual não haverá o tecido como órgão viável: vivo.
Estes elementos são:
- Arcabouço local (scaffold): material usado para reconstituir o espaço.
- Células tronco progenitoras com capacidade de diferenciação e multiplicação.
- Proteínas (substâncias sinalizadoras de indução da transformação das células mesenquimais indiferenciadas - células tronco - em osteoblastos - BMP's e em outras células específicas).
- Condições locais e orgânicas para permitir a neoformação vascular (angiogênese), que alimentem e viabilizem o processo.
O osso é um tecido complexo (compósito), com 65% de componentes minerais mais estáveis, que lhe garantem propriedades de resistência mecânica às cargas originárias de um processo evolutivo milenar, além de estruturas (células) e substâncias orgânicas (colágeno, proteínas, entre outras), que lhe conferem outras características e propriedades (depósito de cálcio, fonte de células hematopoiéticas e progenitoras).
O processo de neoformação e reconstrução óssea ocorre principalmente a partir dos fenômenos de deposição, multiplicação e diferenciação celular aplicados às necessidades biológicas e fisiológicas do organismo.
Os bons resultados serão conseqüências de ações iniciais adequadas: preparo da área e indicação correta dos procedimentos e materiais. A taxa inicial da ocorrência de eventos essenciais é que determina os resultados, bons ou maus, respeitados os tempos de cada uma das etapas da cadeia cronológica imutável desses eventos que são definidas pelo organismo e proporcionais ao volume da área afetada.
AINDA NÃO EXISTE NENHUM MECANISMO CAPAZ DE MODIFICAR TAL PROCESSO.
FATORES ESSENCIAIS
1. ARCABOUÇO (SCAFFOLD)
O arcabouço é a base física, que deve constituir o enxerto (substituto ósseo, material para o preenchimento ou a reconstrução óssea).
Para ter eficácia esse material deve ter características semelhantes à matriz óssea mineral na sua composição química e estrutura física.
Deve ainda ser mais estável, como a matriz mineral, para permitir que o processo seja contínuo, até que ocorra a formação do osso maduro.
(3ª. fase), que pode levar de alguns meses a anos, e a existência de osteoblastos e osteoclastos, que durante o processo de regeneração e contínua reposição óssea (4ª. fase), substituirão o enxerto original. Na 1ª., 2ª. e 3ª. Fase os materiais não porosos ou reabsorvíveis e/ou solubilizáveis, não permitem o desenvolvimento desse processo, pois além de levarem à perda do arcabouço, não oferecem condições para a deposição das células, proteínas e demais substâncias próprias do processo, podendo ainda exacerbar, na maioria das vezes, o processo inflamatório agudo da 1ª. fase, como aquele em pasta, que não mantém espaços e cria uma barreira biológica.
Se nossa matriz mineral óssea fosse facilmente reabsorvível e/ou solubilizável não haveria estrutura óssea ou esqueleto.
Assim, os materiais precisam ter estrutura física arquitetônica e geométrica adequada à deposição das células, proteínas e outras substâncias, além de espaços para neoformação tecidual e vascular. Dessa forma eles serão incorporados ao tecido neoformado e posteriormente substituídos gradativamente.
Essas características e propriedades são indispensáveis a um processo desejável de reconstrução óssea.
2. CÉLULAS
As células com capacidade de transformação para a linhagem osteoblástica existem no próprio organismo, principalmente no tecido ósseo sadio, e se depositam gradativamente da periferia para o centro da falha óssea, inclusive com as demais substâncias necessárias à neoformação vascular. A partir da sinalização das proteínas específicas, as células pluripotenciais transformam-se em osteoblastos, e nas células específicas de cada tecido quando ocorre o processo inflamatório crônico (2ª. fase).
A deposição de estruturas e substâncias orgânicas de outro local e/ou de outro indivíduo (outras células, colágeno, fibrina, proteínas, etc.) pode exacerbar o processo inflamatório agudo (1ª. fase: processo natural, exigível, necessário à cadeia de eventos). Esse processo funciona também como mecanismo de limpeza das estruturas inviáveis e necrosadas, principalmente pela ausência de vascularização.
A ÚNICA ESTRUTURA CAPAZ DE LEVAR À FORMAÇÃO ÓSSEA É O OSTEOBLASTO.
3. SUBSTÂNCIAS PROTÉICAS
Estas substâncias, existentes comumente no organismo, enviam um sinal para as células progenitoras (tronco) indiferenciadas para que se transformem em células específicas dos diversos tecidos e órgãos.Elas normalmente atuam na segunda fase do processo, ou seja, no processo inflamatório crônico, quando acontece a organização do sistema, com deposição principalmente de colágeno e das células sobre as quais as proteínas irão atuar. Isso ocorre geralmente após a segunda semana.
Portanto, a introdução de qualquer estrutura celular ou substância orgânica e/ou protéica de outro local, como as BMPs,, na tentativa de acelerar a osteogênese principalmente durante o processo inflamatório agudo não traz resultados positivos, porquanto não há nem neo-vascularização nem as condições ideais para a proliferação celular.
Ao contrário, pode ocorrer exacerbação do processo inflamatório agudo com reabsorção e reação às substâncias e estruturas não autógenas pelas proteínas inespecíficas do indivíduo, com resultados indesejáveis.
Além do mais, aquelas substâncias modificadas, obtidas a partir de engenharia genética oriunda de estruturas tumorais, apresentam grandes riscos. O seu uso deve ser extremamente restrito, sob absoluto controle, pois ainda não há resultados que justifiquem o uso dessas substâncias quando as comparamos com os materiais que possuem propriedade de "indução intrínseca" resultante da acumulação das proteínas autógenas (do próprio indivíduo) nesses materiais.
Na ausência das condições locais, como células e vascularização, e da organização estrutural adequada, nenhuma substância indutora de neoformação óssea poderá funcionar.
NÃO HÁ COMO MODIFICAR A CASCATA NATURAL DE EVENTOS, NEM ALTERAR O EQUILÍBRIO ORGÂNICO EXISTENTE. NA MAIORIA DAS VEZES, SUA ALTERAÇÃO SEMPRE TRARÁ CONSEQUÊNCIAS IRREPARÁVEIS.
4. CONDIÇÕES LOCAIS E ORGÂNICAS
O mais importante é propiciar condições necessárias para o organismo exercer suas funções, já que somente ele é capaz de reconstruir o tecido ósseo a partir das células da linhagem osteoblástica.
A cada dia as tentativas existentes confirmam mais essa situação, pois inexiste ainda qualquer técnica capaz de modificar esse processo.
Não há qualquer biomaterial conhecido, regulamentado, que atue de forma a modificar os princípios naturais, conseqüência do processo evolutivo de milhões de anos.
OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:
Ao utilizar osso autógeno, toda a parte orgânica é reabsorvida pelo processo inflamatório agudo inicial, restando apenas a parte mineral, que servirá de arcabouço para a invasão das substâncias orgânicas e para a migração celular. A perda de volume do enxerto pode variar, sendo maior ou menor de acordo com sua qualidade e com a relação mineral / componentes orgânicos. Dependendo da reação inflamatória individual poderá haver reabsorção de todo o material depositado, inclusive com comprometimento do osso adjacente e da resistência mecânica do tecido neo-formado.
Tais reações são ainda mais imprevisíveis quando do uso de materiais orgânicos, homólogos (de outros indivíduos da mesma espécie), e principalmente heterólogos (de indivíduos de outra espécie - animal e/ou vegetal), associando-se a risco de transmissão de doenças infecto-contagiosas, autoimunes e degenerativas, entre outras.
O único milagre existente é o da própria natureza, já que não há outro mecanismo para reconstrução óssea que não seja o do próprio organismo, que obedece aos princípios biológicos e fisiológicos da reconstrução óssea decorrentes do nosso processo evolutivo.
O ESTADO-DA-ARTE em REGENERAÇÃO ÓSSEA
Biocerâmica de última geração
Apresentada sob forma granular, sólida e composta para diversas especialidades médicas |